WWOOF – dicas e respostas

Já fazem 3 anos que eu larguei tudo em São Paulo para voluntariar em fazendas orgânicas na França.

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Esse programa eu achei na revista Vida Simples há muitos anos atras e ficou guardado na minha cabeça, um dia eu ia fazer!

Quando eu estava muito de saco cheio de São Paulo, da publicidade e da vida que eu levava, pedi demissão, vendi meu carro e embarquei nessa loucura.

A principio foi bem difícil explicar para meu ex-chefe – alou Fleury! – e meus colegas de trabalho que eu estava largando tudo para cuidar de vacas. Se isso era difícil, mais difícil ainda foi deixar a Dona Ada minimamente tranquila. Como toda mãe brasileira, os medos dela passavam desde “vão te roubar” até “vão roubar seus órgãos”. hahaha

Não foi fácil, mas hoje eu posso dizer sem dúvidas que foi uma das experiências mais enriquecedoras e que mais me fez valorizar o que eu já tinha na minha vida.

O resultado? Eu voltei correndo para a civilização! =)  Acontece que antes deu ir para as fazendas eu realmente achava que eu queria viver no meio do nada, cuidar de plantação de animais e só.

Nada como se descobrir de verdade. Eu gosto é de cidade. Gosto de restaurantes, parques, teatro, cinema, lojas e principalmente de amigos, de um bom trabalho. Não precisa ser cidade grande como São Paulo, hoje eu moro em Dublin que é uma capital mas com ares de cidade pequena.

Eu fiz alguns posts na época que eu estava nas fazendas. Seguem para quem quiser ler: Fazenda 1Fazenda 2, +Fazenda 2 e fico devendo um posto sobre a terceira fazenda.

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Como ainda recebo muitas perguntas como: o que é o wwoof, como faz, como foi. Queria colocar aqui um pouco sobre o programa assim quando alguém me perguntar eu não esqueço de nada.

O que é o WWOOF?

Nas minhas palavras, é um sistema de voluntariado em fazendas orgânicas que existe em quase todos os países do mundo. Inclusive Havai, Brasil e toda Europa. Basicamente você troca a sua mão de obra por um lugar para dormir, comida e aprendizado. A idéia é a troca de experiências entre você, o seu anfitrião e possíveis voluntários.

Como faz para participar do WWOOF?

Você escolhe o país que você quer ir, entra no side do wwoof e entra no site do wwoof do país que você escolheu. Paga uma taxa anual – na época uns 15 dólares – e você vai receber uma lista com todas as fazendas cadastradas naquele país e um número de voluntário.

Com essa lista em mãos você vai escolher quais fazendas você achar mais legal e vai contata-las diretamente contando um pouco de você e dando o número de voluntário para eles checarem se é mesmo cadastrado. Vale lembrar que muitas fazendas só aceitam pessoas no verão por não ter atividade no inverno, então eles recebem muitos pedidos e tem que escolher quem eles querem aceitar.

Então tem que caprichar no pedido descrevendo por que você escolheu aquela fazenda, porque esta fazendo o WWOOF e deixar bem claro em quais datas você pode/pretende estar na fazenda. Faça perguntas sem medo, como: quais são as tarefas que eu vou ter que fazer, quantas horas por dia terei que trabalhar, de que horas a que horas.

Dai as fazendas vão te respondendo – ou não – e te aceitam ou não. Eu mesma mandei para umas 20 fazendas até conseguir fechar com 3 e fazer as datas funcionarem.

Como foi a minha experiência no geral? 

Foi boa. Vou recomendar algumas coisas que eu faria para melhorar totalmente baseado no que eu vivi.

Não ficaria mais do que 2 ou 3 semanas em uma fazenda. A primeira semana tudo é novidade, na segunda você aproveita mais pois já sabe das regras e do que fazer a terceira já começa a se repetir e ficar cansativo.

Eu não faria mais do que 2 fazendas, um intervalo e mais fazendas. O trabalho é INTENSO apesar de ser meio período. Depois de quase 2 meses e meio eu estava fisica e mentalmente cansada daquela vida. Uma pausa teria sido muito bem vinda.

Regra de ouro: Lembre-se que você é voluntário. Não gostou? Não era o que esperava? Vai embora! O importante é ser feliz, ninguém te prende a lugar nenhum.

Lembrando que é importante estabelecer expectativas antes de embarcar na jornada para não causar frustrações a você e ao seu anfitrião.

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Mais dicas:

Eu aproveitei essa oportunidade para aprender uma lingua nova – o Francês – e para mim funcionou MUITO bem!

Leve roupas velhas para trabalhar, bem velhas mesmo e leve pouca coisa, afinal você nunca sabe quanto vai ter que carregar.

Escolha lugares que são atrativos para você. Eu fiquei no sul da França e curti todas as praias da riviera francesa, depois fui para os Alpes e por fim para o meio do nada no centro da França. Só o que eu conheci de França já fez tudo valer muito a pena.

Se você tem alguma restrição alimentar, fale e tenha em mente que na casa das pessoas você come o que elas comem. Se forem vegetarianas, você será também. Se você for vegetariana, deixe isso bem claro para não rolar desentendimento depois. Por exemplo: eu só como carne bem passada mas em uma das fazendas tive que comer um hamburger quase cru, é a vida, temos que nos adaptar.

Cada site de país do WWOOF é diferente, eu ouvi dizer que no de Portugal por exemplo as fazendas recebem comentários dos voluntários que passaram por lá o que pode ajudar na hora de escolher.

Enfim, se quiserem saber mais, podem deixar um comentário ou me mandar um email – gigi.pavanato@gmail.com – que eu vou adorar tirar dúvidas e dividir minhas experiências!

A bientôt!

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